O Prazer da Dor

O Prazer da Dor

Giro em volta de mim e não me encontro.
Que praga a mim própria roguei?

O disco de Ouro vai sorrir no horizonte,
Envolver-me em brumas amarelas
E libertar-me da negra solidão.

Os meus olhos fecham-se com pavor,
Antecipando a voraz luz afiada
E num canto escuro me dissipo.
A coragem abate-se como espuma…
Sangram-me os sentidos.
Pensamentos alados sussurram-me enganos
Em melodias azuis de terra perfumada.

E nesta dor infernal me eternizo.

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  1. #1 by Aurélio on 4 de Julho de 2012 - 22:24

    Letítia, a dor constante, faz com que nos acostumemos a ela, assim como a solidão, mas isso não significa que não sentimos seus efeitos, apenas não ligamos mais, incomoda menos e as vezes até as esquecemos mesmo sentindo-as!
    Beijo Querida!

    • #2 by letitiamorgan on 13 de Julho de 2012 - 21:58

      É bem verdade isso, Aurélio!

      Muito obrigada pela tua presença e atenção.

      Beijo.

  2. #3 by Cecilia on 6 de Julho de 2012 - 21:41

    Ei Letitia,

    Um sentimento que não se explica, mas que nos corrói por dentro, escondendo nos de nós mesmos em sofrimentos escuros….

    Lindo o que escreveu…

    Beijos

    • #4 by letitiamorgan on 13 de Julho de 2012 - 21:56

      Olá Cecília! 🙂

      Muito obrigada pela presença e comentário.

      Beijos

  1. Ver! | Blog | O Prazer da Dor

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