As Valquírias

Valquíria

Os dias sucedem-se
Afogados num silêncio gelado,
Dias feitos de medo e ódio desesperado.

As noites prolongam-se na insónia,
Envolvem-me em fantasmas barulhentos
Que riem, escarninhos, do meu corpo dilacerado.
Lá fora os pinheiros sussurram impropérios
E do teto demente, caem bolas incandescentes.
Da janela trancada, irrompe uma lua inventada
E do luar nascem beijos de ferro em brasa.

Os meus lábios são vermelhos como rosas de sangue…
No meu rosto pálido, brilham duas fontes febris.
Os meus braços, tão magros, estão pesados como traves.
Sou uma ideia de mim…
Procurando a chama branca misteriosa…
Perdida na minha vontade,
Escondida nos meus medos.

Mas, mesmo sem forças para erguer a espada,
Eu sinto que nenhuma Valquíria me encontrará!…
Ah, vestiste-me de morte, então morte serei. A tua!

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